17 jan 20

Antroposofia dentro das empresas

O Capital Espiritual da Empresa

Nascida como uma dissidência da Sociedade Teosófica, a Antroposofia foi fundada pelo austríaco Rudolf Steiner em 1913. Entre seus múltiplos ofícios, Steiner era engenheiro e filósofo, e foi grande estudioso da obra de Goethe.

Ele apresenta a Antroposofia como a ciência espiritual, que compreende o ser humano em sua integralidade. Entre os conceitos que apresenta, o da quadrimembração diz que todo ser humano é composto pelos corpos Físico, Etérico, Astral e Espiritual. Para ele, o corpo físico tem relação com o mundo mineral, o etérico com o reino vegetal, o astral com o reino animal e, por fim, o corpo espiritual tem relação com o eu, ou com a chamada individualidade do ser.

Em O Capital Espiritual da Empresa, livro de Jair Moggi e Daniel Burkhard, os autores tratam da relação do conceito da quadrimembração, proposta por Steiner, dentro do ambiente das empresas.

O corpo físico no ser humano é a carcaça. Quando morremos, está lá enfim só o nosso corpo físico. A ideia é que nas empresas isso compreende toda estrutura. O que dá para medir e pesar: computadores, mesas, cadeiras e paredes entram aqui. No segundo nível está o corpo etérico, que corresponde à energia vital, que é o que diferencia o reino vegetal do reino mineral, essa inteligência inconsciente que faz com que o organismo viva. Em nosso corpo, esse nível corresponde ao metabolismo: tudo aquilo que funciona sem que tenhamos que nos lembrar que está funcionando. Já dentro da empresa, isso está relacionado aos processos. Eles também devem acontecer de tal forma que não precisemos nos lembrar que eles existem. Na sequência, o corpo astral traz as emoções no corpo humano, característica sensível do reino animal. Nas empresas, esse nível está ligado às relações. Por fim, o último nível é o patamar do eu, da individualidade, que contempla aquilo que caracteriza o ser humano: o saber-me eu, diferente dos outros. Nas empresas é aí o nível da cultura e dos sonhos a longo prazo.

Veja imagem:

Fonte: Adigo Desenvolvimento

O que se preconiza é que as soluções dos problemas que enfrentamos em nosso dia a dia estarão sempre no nível acima de onde surgem. Assim sendo, se temos em nossa empresa um problema de processos, devemos olhar no nível das relações. Se temos um problema de relações, devemos olhar para cultura e para a clareza dos sonhos a longo prazo.

Como anda cada um dos níveis na sua empresa?


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