15 jan 20

Como construir uma comunicação a prova de guerra

Paul Baran e a cultura distribuída

Photo by UX Gun on Unsplash

Em 1962 o governo norte-americano encomendou uma pesquisa para a RAND Corporation com a seguinte pergunta: “Caso haja uma Terceira Guerra Mundial, ou uma catástrofe nuclear, como devemos organizar nossas estações de comunicação para que elas tenham mais chance de sobreviver?”. A resposta foi escrita por Paul Baren com o artigo On Distributed Communications: I Introduction To Distributed Communications Networks. Nesse artigo, Baren sugere um diagrama em que as estações de comunicação estão nos mesmos lugares em três situações. O que muda são as conexões, a forma com que elas se comunicam.


Fonte do diagrama

Atualmente, as nossas organizações funcionam de forma descentralizada. Basicamente, temos muitos clusters, que sempre têm um centro. Embora na figura C as bolinhas não estejam todas conectadas entre si (isso se dá para que possamos visualizar e entender o conceito) essa é a ideia: todas as bolinhas interagem, sem que um a delas seja um centro mais importante que as outras.

Nesta edição do Café Filosófico da TV Cultura, Augusto de Franco explora as características desse tipo de organização, que lida diretamente com o conceito de interatividade. 

Ele pergunta ao público com qual desses modelos o cérebro humano funciona: “Distribuído. Então, quer dizer que não tem neurônio gerente? E funciona?”, provoca.

Para uma reflexão sobre a forma com que nos organizamos, sugerimos a leitura do artigo de Paul Baren e também a visualização dessa belíssima edição do Café Filosófico.

Como as decisões na sua empresa estão sendo tomadas? Seus líderes estão prontos para protagonizar as decisões em gestão de pessoas?


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